quinta-feira, 28 de abril de 2011

Professores em greve e estudantes em casa

Estudantes em casa desde o dia 14 de março.

Professores da rede publica de Vitória denunciam péssimas condições de trabalho nas escolas, alegam também não haver segurança nas instituições, já que os seguranças foram substituídos por porteiros. Mas o auge de toda essa revolta dos professores é justamente o não pagamento do resíduo de mérito da categoria no período 2008/2010.

Muito justo os professores buscarem melhorias em seus locais de trabalho, mais justo ainda é a luta por uma educação de qualidade. Mas não creio que seja justo, que os professores mantenham cerca de 55 mil estudantes em casa por mais de um mês.

Já estamos no final do mês de abril e a próxima assembleia que decidirá o a situação desta greve será no próximo mês.

Inaceitável é o conformismo dos pais desses estudantes que ao invés de buscarem alguma solução para esta situação eles buscam por pessoas para cuidarem de seus filhos enquanto eles trabalham.

Sim, os professores devem lutar por seus direitos, devem buscar melhorias. Mas não, eles não podem deixar cerca de 55 mil crianças em casa, negando a elas o direito da educação, do conhecimento e da socialização.

Depois de mais de um mês em casa sem aulas é praticamente impossível a reposição de todo esse tempo perdido, resultando em um atraso no final do período letivo e uma perca estimável de tempo para a formação acadêmica dessas crianças.

Quanto a posição da justiça diante a essa postura dos professores. A justiça determinou esta greve de professores um ato ilegal.

Ressalto que não sou contra a busca por melhorias para a categoria, mas a partir do momento em que a forma escolhida para lutar por seus direitos afeta negativamente outras pessoas, que em questão são estudantes da Rede Municipal de Vitória. Essa forma deve ser sim, mencionada e discutida para que uma solução deva ser encontrada, por que se não, acabam os professores encontrando o melhor para eles e os estudantes se deparando com a certeza de prejuízos futuros.

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